SOBRE

SOBRE

FAZER ACONTECER
A EUROPA SOCIAL

Este é o site da campanha Fazer Acontecer a Europa Social, iniciativa promovida pela Delegação Portuguesa do Grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (S&D), família política que integra os eurodeputados do Partido Socialista. O objetivo é esclarecer e mobilizar a sociedade civil e as instituições em torno do enorme desígnio da Europa Social.

Neste espaço, vamos falar da Europa Social que falta cumprir, naturalmente, mas também daquela que todos os dias já acontece no nosso país, através de cidadãos, projetos e instituições que dão as mãos por uma sociedade mais justa, solidária e progressista.

A campanha Fazer Acontecer a Europa Social surge no contexto do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, cujo plano de ação foi lançado no início do mês de março pela Comissão Europeia e que motivará a realização de uma Cimeira Social.

A Cimeira, que traduz a prioridade atribuída pela Presidência Portuguesa da União Europeia à dimensão Social da europa, vai decorrer no Porto, nos próximos dias 07 e 08 de maio. Reunindo os parceiros sociais, a sociedade civil, os presidentes das instituições e os Estados-membros, a iniciativa pretende aprovar e dar um forte impulso político ao Plano de Ação apresentado pela Comissão.

O desígnio de uma Europa social está a reconciliar a cidadania com o projeto europeu. Recorde-se que nove em cada dez europeus considera importante para as suas vidas que a União Europeia promova a igualdade de oportunidades, o acesso ao mercado de trabalho, a proteção e a inclusão sociais. Cientes de que a União tem de ser construída com as pessoas e para as pessoas, os Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu sempre se bateu por uma Europa socialmente sustentável e justa, luta que deu frutos: o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, proclamado em Gotemburgo, em 2017. Agora, com o Plano de Ação para a implementação desse Pilar, a materialização dos seus vinte princípios, que vão da educação à saúde, do emprego à habitação, está ao alcance de todos.

A Cimeira Social do Porto será uma oportunidade de ouro para dar um impulso político decisivo rumo a uma Europa Social. Até lá, os Socialistas e Democratas não baixarão os braços e vão empregar todo o seu capital político para atingir esse objetivo e Fazer Acontecer a Europa Social! Pelo futuro da Europa!

SOBRE

PILAR EUROPEU DOS
DIREITOS SOCIAIS

Teresa Cortez

1. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA

Todas as pessoas têm direito a uma educação, uma formação e uma aprendizagem ao longo da vida inclusivas e de qualidade, que lhes permitam manter e adquirir as competências necessárias para participar plenamente na sociedade e gerir com êxito as transições no mercado de trabalho.

2. IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES

A igualdade de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres deve ser assegurada e promovida em todos os domínios, nomeadamente no que diz respeito à participação no mercado de trabalho, às condições de trabalho e à progressão na carreira.

Mulheres e homens têm direito a uma remuneração igual por um trabalho de igual valor.

Marta Madureira

Isabel Lhano

3. IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Independentemente do género, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual, todas as pessoas têm direito à igualdade de tratamento e de oportunidades em matéria de emprego, proteção social, educação e acesso a bens e serviços disponíveis ao público. De igual modo, a igualdade de oportunidades dos grupos sub-representados deve ser promovida.

4. APOIO ATIVO AO EMPREGO

Todas as pessoas têm direito a beneficiar, em tempo útil, de uma assistência adaptada para melhorar as suas perspetivas de trabalho por conta de outrem ou por conta própria. Este direito inclui o de receber apoio em matéria de procura de emprego, de formação e de requalificação. Todas as pessoas têm o direito de transferir os seus direitos em matéria de proteção social e de formação durante qualquer eventual transição profissional.

Os jovens têm direito a beneficiar de formação contínua, de uma aprendizagem, de um estágio ou de uma oferta de emprego de qualidade nos quatro meses que se seguem à perda de emprego ou à conclusão dos estudos.

As pessoas desempregadas têm direito a beneficiar de apoios personalizados, contínuos e adequados. Os desempregados de longa duração têm direito a beneficiar de uma avaliação individual aprofundada, o mais tardar, quando estiverem 18 meses sem emprego.

André Letria

Gonçalo Viana

5. EMPREGO SEGURO E ADAPTÁVEL

Independentemente do tipo e da duração da relação de trabalho, os trabalhadores têm direito a um tratamento justo e equitativo em matéria de condições de trabalho, acesso à proteção social e formação. Deve ser promovida a transição para formas de emprego sujeitas a contrato sem termo.

Deve ser garantida a flexibilidade necessária para permitir que os empregadores se adaptem rapidamente às evoluções do contexto económico, em conformidade com a legislação aplicável e os eventuais acordos coletivos.

Devem ser promovidas formas inovadoras de trabalho que garantam condições de trabalho de qualidade. O empreendedorismo e o trabalho por conta própria devem ser incentivados, devendo a mobilidade profissional ser facilitada.

As relações de trabalho que conduzam a condições de trabalho precárias devem ser evitadas, nomeadamente através da proibição da utilização abusiva de contratos atípicos. Qualquer período experimental deve ter uma duração razoável.

6. SALÁRIOS

Os trabalhadores têm direito a um salário justo que lhes garanta um nível de vida decente.

Deve ser garantido um salário mínimo adequado, de forma a permitir a satisfação das necessidades do trabalhador e da sua família, à luz das condições económicas e sociais nacionais, assegurando, ao mesmo tempo, o acesso ao emprego e incentivos à procura de trabalho. Deve lutar-se contra a pobreza no trabalho.

Todos os salários devem ser fixados de forma transparente e previsível, em conformidade com as práticas nacionais e respeitando a autonomia dos parceiros sociais.

João Fazenda

Sandra Sofia Santos

7. INFORMAÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE EMPREGO E PROTEÇÃO EM CASO DE DESPEDIMENTO

No início da relação de trabalho, os trabalhadores têm direito a ser informados por escrito sobre os direitos e obrigações decorrentes da relação de trabalho, nomeadamente durante o período experimental. 

Antes de serem despedidos, os trabalhadores têm direito a ser informados dos motivos do despedimento e a que lhes seja concedido um período razoável de pré-aviso. Os trabalhadores têm direito de acesso a um sistema de resolução de litígios eficaz e imparcial e, em caso de despedimento sem justa causa, direito de recurso, acompanhado de uma compensação adequada.

8. DIÁLOGO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES

Os parceiros sociais devem ser consultados sobre a conceção e a execução das políticas económicas, sociais e de emprego, em conformidade com as práticas nacionais. Devem ser incentivados a negociar e concluir acordos coletivos em matérias que lhes digam respeito, sem prejuízo da respetiva autonomia e do direito de ação coletiva. Se for caso disso, os acordos concluídos entre os parceiros sociais devem ser aplicados a nível da União Europeia e dos seus Estados-Membros.

Os trabalhadores (ou os seus representantes) têm direito a ser informados e consultados em tempo útil sobre questões que lhes digam respeito, nomeadamente sobre a transferência, reestruturação e fusão da empresa e sobre despedimentos coletivos.

Deve ser incentivado o apoio para reforçar a capacidade de promoção do diálogo social por parte dos parceiros sociais.

Ricardo Ladeira

Evelina Oliveira

9. EQUILÍBRIO ENTRE A VIDA PROFISSIONAL E A VIDA PRIVADA

Os trabalhadores com filhos e familiares dependentes têm direito a beneficiar de licenças adequadas, de regimes de trabalho flexíveis e de aceder a serviços de acolhimento. Mulheres e homens devem beneficiar da igualdade de acesso a licenças especiais para cumprirem as suas responsabilidades familiares, devendo ser incentivados a utilizá-las de forma equilibrada.

10. AMBIENTE DE TRABALHO SÃO, SEGURO E BEM ADAPTADO E PROTEÇÃO DE DADOS

Os trabalhadores têm direito a um elevado nível de proteção da sua saúde e segurança no trabalho.

Os trabalhadores têm direito a um ambiente de trabalho adaptado às suas necessidades profissionais, que lhes permita prolongar a sua participação no mercado de trabalho.

Os trabalhadores têm direito à proteção dos seus dados pessoais no âmbito do trabalho.

Sebastião Peixoto

Valter Hugo Mãe

11. ACOLHIMENTO E APOIO A CRIANÇAS

As crianças têm direito a serviços de educação e de acolhimento na primeira infância a preços comportáveis e de boa qualidade.

As crianças têm direito à proteção contra a pobreza, tendo as crianças de meios desfavorecidos, em especial, direito a beneficiar de medidas específicas destinadas a promover a igualdade de oportunidades.

12. PROTEÇÃO SOCIAL

Independentemente do tipo e da duração da sua relação de trabalho, os trabalhadores por conta de outrem e, em condições comparáveis, os trabalhadores por conta própria, têm direito a uma proteção social adequada.

Afonso Cruz

João Costa

13. PRESTAÇÕES POR DESEMPREGO

Os desempregados têm direito a um apoio de ativação adequado por parte dos serviços públicos de emprego para (re)integrar o mercado de trabalho, bem como a subsídios de desemprego adequadas, durante um período razoável, em função das suas contribuições e dos critérios de concessão nacionais. Os referidos subsídios não devem constituir um desincentivo para um rápido regresso ao trabalho.

14. RENDIMENTO MÍNIMO

Qualquer pessoa que não disponha de recursos suficientes tem direito a prestações de rendimento mínimo adequadas que lhe garantam um nível de vida digno em todas as fases da vida, bem como ao acesso eficaz a bens e serviços de apoio. Para as pessoas aptas para o trabalho, as prestações de rendimento mínimo devem ser conjugadas com incentivos para (re)integrar o mercado de trabalho.

Tierri Luis

Patrícia Figueiredo

15. PRESTAÇÕES E PENSÕES DE VELHICE

Os trabalhadores por conta de outrem e por conta própria reformados têm direito a uma pensão, proporcional às suas contribuições, que lhes garanta um rendimento adequado. Mulheres e homens devem ter oportunidades iguais em matéria de aquisição de direitos à pensão.

Todas as pessoas na velhice têm direito a recursos que lhes garantam uma vida digna.

16. CUIDADOS DE SAÚDE

Todas as pessoas têm direito a aceder, em tempo útil, a cuidados de saúde de qualidade preventivos e curativos a preços comportáveis.

João Vaz de Carvalho

Agostinho Santos

17. INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

As pessoas com deficiência têm direito a um apoio ao rendimento que lhes garanta uma vida digna, a serviços que lhes permitam participar no mercado de trabalho e na sociedade e a um ambiente de trabalho adaptado às suas necessidades.

18. CUIDADOS DE LONGA DURAÇÃO

Todas as pessoas têm direito a cuidados de longa duração de qualidade e a preços comportáveis, em especial serviços de cuidados ao domicílio e serviços de proximidade.

Anabela Dias

Sérgio Condeço

19. HABILITAÇÃO E ASSISTÊNCIA PARA OS SEM-ABRIGO

Deve ser garantido às pessoas necessitadas o acesso a habitação social ou a uma ajuda à habitação de qualidade.

As pessoas vulneráveis têm direito a assistência e a proteção adequadas em caso de despejo.

Devem ser disponibilizados aos sem-abrigo alojamento e serviços adequados para promover a sua inclusão social.

20. ACESSO AOS SERVIÇOS ESSENCIAIS

Todas as pessoas têm o direito a aceder a serviços essenciais de qualidade, designadamente água, saneamento, energia, transportes, serviços financeiros e comunicações digitais. As pessoas necessitadas devem beneficiar de apoios ao acesso a estes serviços.

Cátia Vindinhas

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